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A tentação da comparação constante

  • Ana Monteiro
  • 27 de jun. de 2022
  • 2 min de leitura

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Um tema frequente em consulta é a comparação que fazemos com a vida dos outros. Este é um processo natural e expectável.

No entanto, raras vezes somos justos na forma como nos comparamos, o que invalida o processo de comparação e, mais do que isso, o torna perigoso.

A comparação, para ser válida e construtiva (porque o pode ser se nos abrirmos à autoanálise e observação do exemplo do outro como válido) tem de ser verdadeira e honesta.

Comparar-nos à fantasia que construímos da vida do outro nunca nos auxiliará. Apenas irá confirmar e reforçar a percepção de incapacidade ou fracasso provocada frequentemente por outras questões como a insegurança e a exaustão.

Portanto seja justo e compreensivo consigo mesmo.

Pode sempre questionar-se, “conheço verdadeiramente a vida desta pessoa para que as comparações sejam legítimas?” A probabilidade de a resposta ser “não” é altíssima. Além disso as variáveis implicadas serão sempre distintas, porque os recursos e a forma de os ativar são diferente de pessoa para pessoa.


Utilizar o exemplo dos outros como fonte de inspiração é sempre muito mais interessante.

Substitua a comparação pela inspiração!


A inspiração traz-nos uma luz diferente à nossa intuição, permite-nos clarificar o caminho a percorrer e o registo que queremos manter. A simplicidade e a veracidade do outro em se assumir na sua plenitude e a forma como isso lhe permitir viver em equilíbrio pode e deve ser o mote para o início da nossa reconstrução.

Permita-se elogiar o que valoriza no outro e explorar toda a sua evolução… naturalmente surgirão reflexões pessoais importantes e com muito potencial. Irá perceber que a vida do outro nem sempre foi assim, que houve esforço, dedicação e comprometimento mas com algo preponderante: esperança e encantamento. Que a forma como olha quem admira seja o motor de busca para encontrar a sua verdadeira vontade.


Note a diferença significativa que existe na forma como se acolhe o exemplo do outro.

A comparação alimenta a nossa solidão e o individualismo.

A inspiração é na sua essência relacional e promove a individualidade.


Trazer consciência à forma como usamos esta ferramenta, o exemplo do outro, é o melhor conselho que lhe posso dar.

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